sábado, 30 de março de 2013

Proposta aceita! Até breve Bridgeport!


De manhã estava na sala junto com o Miguel quando recebi um novo buque de rosas brancas e junto um cartão escrito à mão e a julgar pela caligrafia seria de uma mulher. 
“Espero estar pensando com carinho sobre a nosso proposta de emprego, confiamos no seu potencial e por isso temos a certeza de que fizemos a escolha certa, atenciosamente – Gisela”. Coloquei na mesa de centro e acabei sentando no chão em frente delas. Por que recusar o convite? – Pensei – Não havia nada que me deixava mais eufórica naquele momento do que um desafio a ser enfrentado.



- Pelo seu sorriso a proposta será aceita, acertei? 
- Sim, agora falta você ser transferido... – Ai foi sua vez de sorrir e então se curvou em minha direção e disse:
- Eu já havia levantado essa hipótese e me aceitam com prazer em Sunset Valley – Quem não teria orgulho de ter um bombeiro tão condecorado na cidade? – Estiquei meu pescoço mais um pouquinho para alcançar seus lábios e te dar um beijo. 
- Eu te amo – falei baixinho com minha boca ainda bem próxima a dele observando seus lindos olhos verdes que estavam fixados aos meus. – ele deu aquele lindo sorriso.
- Também amo você.



Decisão tomada faltava arrumar algumas coisas e tomar algumas providências. – Não precisaria esvaziar a casa nem nada do tipo, já que com toda a certeza viríamos pra cá sempre que possível para curtir um pouco da cidade grande e da minha adorada casa que não me desfaço por nada. O Miguel ligou avisando ao Lamarca sobre a mudança e convidando que quando possível fosse nos visitar para que também conseguisse treinar um pouco, depois ficou observando minha frustração ao tentar ligar em vão para a Sam e para a Lana, o maldito telefone só dava caixa postal... Irritei-me e mandei uma mensagem mal criada para as duas.
- “Não sei o que andam aprontando, e não estou mais interessada estou indo embora da cidade amanhã pela manhã, sem beijos e adeus!” – Joguei o celular na cama e fui terminar o que estava fazendo. – “Desnaturadas” – resmunguei. 



Antes que eu perdesse ainda mais meu humor ele veio até mim, segurou pela minha cintura e me conduziu para a sala. – Depois elas retornam a ligação então que tal enquanto isso bebermos alguma coisa para relaxar um pouco? – Nada melhor mesmo do que comemorar uma mudança em nossas vidas brindando ao futuro. – Sentamos no chão da sala e colocamos as taças sobre a mesinha enquanto conversávamos descontraidamente sobre nosso futuro, consegui relaxar muito depois disso. – Olhei pela sala distraidamente em um momento.
- Tem certeza que é isso mesmo que você quer fazer? – ele me perguntou – Sentei de frente a ele e me acomodei sobre seu colo.
- Claro que tenho, o contrato tem a duração de dois anos e qualquer coisa podemos voltar depois disso. 



Se eu irei me arrepender? Não posso responder, mas junto com minha família e indo por livre escolha, bem provável que não... A cidade é pequena e tediosa? Bem depende do ponto de vista de cada um e o que fazem para dar a volta no tédio e desfrutar do que a cidade oferece, com certeza acharei lá um lugar favorito para meditar assim com aqui eu escolhi a Esplanada das Borboletas, também tenho amigas malucas em Sunset Valley e falei com a Valéria e a Suh por telefone, estavam ansiosas aguardando minha chegada. Se eu vou sentir saudades da cidade?! Sim, claro que sim, mas a vida é feita de escolhas e eu escolhi mudar e espero para melhor e quando a saudade bater minha casa confortável e adorável estará aqui me esperando. Não vou olhar para trás dessa vez, vou seguir em frente sem medo.



Pouco antes das dez e meia da manhã quando estávamos pegando nossos últimos objetos para levar ao carro a campainha tocava desesperadamente e lá estavam as malucas descompassadas na porta de casa. 
- Ia mesmo embora sem se despedir? – A Sam se manifestou assim que abri a porta.
- Sim eu ia, mas não me culpe! Adiantou o que ir te buscar se não tem tempo ao menos para atender a porcaria do telefone? Estendi meu olhar bravo para a Lana, que não se pronunciou. – Se em algum momento sentirem minha falta elas sabem onde eu estou se quisessem ir estarei lá esperando por elas de braços abertos – Puxei as duas para um abraço e senti um leve aperto no peito e uma vontade de chorar, mas aguentei firme. – Vou sentir saudades, disse por fim.



Para todos os meus amigos...

Meus amigos seguidores ou aqueles sempre passam aqui para ler e não se manifestam agradeço de coração por sempre estarem aqui. Só que enquanto estiver nesse processo de mudança, adaptação na nova cidade e novo emprego o blog deixará de ser atualizado, espero que tudo se ajeite o mais rápido possível, o tempo certo é impossível de dizer, já que a minha criadora necessita de um pouco de descanso, ela acha que estamos dando muito trabalho. =P. 
Espero encontra-los aqui novamente o mais breve possível. 

Beijos  ;*

sexta-feira, 22 de março de 2013

A melhor coisa com certeza é estar entre amigos


Passaram alguns dias e conseguimos conciliar ambas as agendas. Jantar marcado e finalmente iria conhecer o Will e ter a oportunidade de pedir desculpas ao melhor amigo do Lamarca sobre aquele incidente no aeroporto da ilha de Sunlit Tides. Tenho certeza que será um jantar espetacular contando também com a presença das minhas amigas Lana e Sam.  Entre tantos eventos sociais aposto que nenhum chegará aos pés desse encontro.
Roupa, roupa... Abri as gavetas e fiquei olhando por um tempo bem considerável dentro delas  e depois entre as roupas penduradas... Tinha certeza absoluta que nada ali era perfeito para a ocasião, e esse cabelo?! Que horrível!! Também tinha que dar um jeito nisso.



Depois do meu estado de pânico ter passado e ficar razoavelmente decente fui pra sala e fiquei esperando. A Lana e Sam chegaram um pouco antes para esperarmos nosso fã para que o choque fosse de uma vez só já que estávamos avisadas pelo Lamarca sobre seus faniquitos. 
Eles chegaram o mordomo abriu a porta os conduziu aonde estávamos.  e assim que ele passou por mim ainda um pouco cismado eu não resisti e fiz o que havia me prometido. 
- Will!! Quero pedir desculpas pelo que aconteceu na ilha, sinto muuuuito, vem aqui que eu vou te recompensar pelo acidente. – Agarrei-o e dei-lhe um beijo apertado na sua bochecha sem ele esperar. – Percebi como ele ficou desnorteado. – Lana e Sam começaram a rir diante do acontecimento.



Levei um susto ao vê-lo desmoronando na minha frente e para a sorte o Miguel estava chegando e impediu que ele se espatifasse na nossa sala de estar. Passando o susto inicial minhas amigas se acabavam de tanto rir quando ele estava recobrando a consciência e se deu conta de estar nos braços do Miguel ele desmaiou novamente, minha preocupação foi embora e não me restava outra coisa a não ser rir da cena, principalmente da cara do Miguel que não estava entendendo nada até uma breve explicação do nosso amigo Lamarca.



Passado todo o embaraço do ocorrido ele pediu os autógrafos e ganhou um livro da Sam, não demorou muito para que fizéssemos uma conversa paralela ao do Miguel com o Lamarca, porém não deixei de observar o que se passava ao redor como o fofo momento em que o Lamarca gentilmente beijou a boneca para satisfazer a vontade da Alice e com isso conquistar de vez a pequena. Fizemos um pequeno tour pela casa para que o Will satisfizesse toda sua curiosidade inclusive conhecer o pequeno Heitor, nenhum detalhe foi esquecido – eu acho.


A última parada foi na sala de jantar com a refeição servida pelo mordomo e nem ali o Miguel deixou de fazer graça sobre o risco que corriam se fosse eu que tivesse feito. Nada gentil da parte dele, por sinal, só restou eu me defender. 
- Acredite Will, não é tão ruim assim, eles que gostam de implicar comigo só por conta de uma ou outra comida queimada. 
- Estaria comendo macarrão com queijo ou salada se ela estivesse feito o jantar, acredite em mim – Miguel implicou novamente – Acho que ele esta merecendo uma bela greve depois dessa. 
Comemos, rimos e infelizmente a hora passou rápido demais e tivemos que nos despedir, mas acredito que ganhei um novo amigo depois da noite de hoje. 



Agradeço as fotos deste encontro gentilmente cedidas pelo meu amigo Lamarca

terça-feira, 19 de março de 2013

A proposta


A ansiedade para ler a tal proposta era imensa, mas assim que cheguei à minha casa e comecei a ler já vi uma primeira coisa que ter que abrir mão e sem dizer que alem de tudo teria que ser uma decisão não só minha, mas também do meu marido e depende também de outros fatores como uma aprovação dos seus superiores de novamente conceder outra transferência. – Antes de terminar de ler já estava fazendo planos e me preocupando com hipóteses que nem sei se são realmente necessárias. 



Estava terminando de ler quando notei a Alice carregando seu novo amigo de pelúcia que ganhara de presente da tia Lana e era praticamente do seu tamanho.
- Mamãe caiu doce aqui em cima ó – e apontou para a cabeça do bicho – e foi quando o Miguel apareceu. 
- Até que dessa vez o Stanley demorou a te enviar outro script de trabalho, ele disse tentando esboçar um sorriso, porém sem sucesso algum.
- Não é um roteiro... É uma proposta de emprego, em outra cidade. Na verdade não é somente “outra cidade” e sim em Sunset Valley. Estão investindo alto na cidade, já tem até grandes locais pra Shows. 



- E querem você? E para o azar deles escolheram uma pessoa que venera essa cidade e não pensa em se mudar daqui por nada nesse mundo.
- Sim, eles me escolheram, porém esqueceram que eu represento e não apresento. E a decisão de qualquer forma não caberia só a mim.
- Tem razão...  Mas lá com certeza existe uma corporação ao qual não tenho duvidas que eles me encaixem e sempre fui a favor de que as crianças cresçam em uma cidade mais decente do que essa, portando eu jogo a decisão em suas mãos. Agora vou tomar um banho para jantar.



Não há o que pensar eu adoro minha casa e a minha cidade poluída, Peguei a Alice e fui dar um banho nela e colocar aquele bicho enorme de pelúcia em cima da máquina, tem que ser lavado com urgência. Nunca vi tanta sujeira em um único brinquedo. 
- Certeza que não acha mais seguro comprar uma pizza? Muitos problemas podem ser evitados com isso, como uma dor de estômago ou uma cólica intestinal... – Ele tirou sarro assim que me viu com ingredientes para preparar o jantar.
- Pizza engorda tá louco que vou comer aquele veneno, isso é só misturar ovos e leite nessa mistura e cozinhar, o perigo vai ser só se eu tacar fogo na casa, mas meu herói está aqui, então tudo bem. 



Quando sentamos para "jantar" (já que na verdade aquilo nem era uma refeição decente) ele notou as flores em cima da mesa.
- Outro admirador ou estão mesmo decididos a contratar você?
- Na verdade pelo que li eu já sou contratada, é uma filial dos estúdios em Sunset, só estão tentando me convencer a mudar de cidade e de mudar de profissão.  Agora para de falar nisso e assuma que ficou gostoso.
- Comestível, mas está no caminho certo. Se praticar mais alguns anos vai conseguir fazer algo decente. – Acho tão indelicado da parte dele, pelo menos eu me esforço... – Chutei a canela dele, mas o cachorro só riu. 

quarta-feira, 13 de março de 2013

De volta à rotina


A minha missão com a Lana foi um sucesso e não sei como a Sam conseguiu ficar naquela cidade fantasma por tanto tempo. A coisa mais divertida ali foi escutar a Lana falando besteiras depois de beber tanto – ainda bem que levei as bebidas, acho que naquele lugar é proibido. – Corri o risco de ficar no mesmo quarto que a Lana e ser jogada pela janela caso aparecesse do nada algum bonitão e ela quisesse ficar a sós com ele – milagres acontecem de vez em quando, mas pra minha sorte não aconteceu – Eu voltei pra casa sã e salva e na volta nada de cavalos no meio do caminho. 



 Cheguei em casa e o Miguel já não estava ali, as crianças estavam dormindo e já passava das nove da manhã. – meu celular tocou.
- Ser estrela não significa que não tem um contrato a cumprir Andrea e que só apareça pra trabalhar quando quiser, preciso de você aqui em meia hora! – Ouvi reclamações do Stanley no outro lado. – Alguém havia acordado de mau humor hoje. 
- Estou indo chefinho lindo! Depois de um banho de espumas e tomar café da manhã, não comi nada ainda hoje, até mais – Ignorei seus resmungos e desliguei o telefone.



- Depois calmamente dirigi até o estúdio e já tinha passado mais de duas horas depois do telefonema. – Na entrada encontrei o Devin deitado no capô do seu carro despreocupadamente – Foi inevitável não reparar seu novo corte de cabelo – ele sorriu assim que me viu.
- O chefe amanheceu do avesso hoje, é melhor se preparar.
- Já ouvi umas reclamações por telefone, ele disse que precisava me ver ainda hoje. 
- Então boa sorte eu vou ficar por aqui mesmo já levei minha bronca hoje, e... Bom que finalmente voltou... 
- Foi bom voltar, agora deixa ir logo. A propósito... Gostei do novo penteado



- Finalmente Andrea! – Essa foi a recepção do Stanley a me ver. – Sabe como é a vida... Está bem e financeiramente estável ai de repente precisa tomar novos rumos e andar por caminhos diferentes. E novas oportunidades surgem e com elas novas experiências – Por um momento achei que ele estava surtando, não havia nenhum sentido no que ele estava falando. – Bem, ele voltou ao assunto, tenho uma coisa séria para te falar, ou melhor, você tem uma proposta nova de trabalho e me deram a missão de passar para você.



- Que roubada é essa Stanley? No que vão me colocar agora? Não estou gostando disso. Se for pra me colocar em um Reality Show pode esquecer, odeio aquilo – já fui descartando hipóteses. 
- Não é nada disso, você recebeu um convite para apresentar um programa, pediram para que pensasse com carinho e enviaram essas flores. Parece uma boa proposta e se fosse você não pensaria duas vezes. – Ele me entregou um buquê de flores brancas e depois a proposta por escrito. – Leia em casa e pense bem, claro que terá que abrir mão de algumas coisas e se aceitar, mas vai valer a pena. 
- Recebemos broncas e ela recebe proposta de trabalho e flores? Tão justo esse mundo... 
- Não é minha proposta Devin, e ela têm que pensar bem antes de aceitar ou rejeitar. 


quinta-feira, 7 de março de 2013

Um fim de mundo chamado Twinbrook

Não acreditei quando coloquei os pés em casa, parecia uma eternidade aquele tempo em Monte Vista. Foi bom ver meu primo que não via há muitos anos e a sua família que eu acabara de conhecer, mas nada melhor do que estar em casa. Por pouco tempo, eu havia prometido à Lana que iria para Twimbrook convencer a louca da Sam a voltar para a cidade. Faltava avisar ao Miguel sobre isso. Ele estava no quarto.
- Amor senta aqui... – O puxei ali no chão mesmo e sentei de frente a ele. – Vou para Twimbrook antes do amanhecer, de carro mesmo, e não vou ficar mais do que dois dias. Preciso ajudar a Lana a convencer a surtada da Sam a voltar para Bridgeport. – Claro que ele não gostou da ideia, mas não era algo para ser discutido, ele queria que eu levasse pelo menos a Alice, mas queria pelo menos ter a liberdade de curtir uns dias só eu e minhas amigas. E de qualquer forma não iria demorar mesmo



Cheguei horas depois, e qual outro lugar do mundo eu corria o risco de quase atropelar um cavalo selvagem que atravessou na frente do meu carro? Olhei pelo retrovisor depois do susto para constatar que nada de grave havia acontecido com o bicho além do susto. Claro que naquele fim do mundo o sinal do GPS do carro também havia simplesmente evaporado logo após cruzar a ponte. – Estava em frente à delegacia, ironia, não é? Desci e mandei uma mensagem pra Lana perguntando aonde a Sam se escondia, quer dizer, mora. Não era difícil de chegar eu estava perto, mais uns dez minutinhos no máximo. 



Cheguei e coloquei meu carro o mais longe possível, subi a escada em silêncio, tive o cuidado de prestar atenção ao numero da casa, já pensou eu aprontar algo na casa errada? Toquei a campainha diversas vezes e bati com força na porta. Lembrei-me do meu tempo de adolescente travessa. Tentei mudar o máximo a minha voz a deixando mais grave e rouca. 
- Sam?! Sam?! Ai eu corri e me escondi atrás de uma pilastra e fiquei esperando ela aparecer. 



Ela saiu e olhou para os lados a procura de alguém, mas não achou. Eu não estava mais aguentando segurar a risada então pulei nela agarrando-a pelas costas, ri mais ainda do susto que consegui provocar na minha amiga, e o grito...
- Saudades amoreca? 
- Quer me matar do coração Deh?! Isso lá é coisa que se faça? – Não conseguia responder, eu mal conseguia respirar direito de tanto rir.



Lana logo apareceu na varanda e abracei as duas. 
- Vim ajudar a Lana a colocar juízo na sua cabecinha e te arrastar de volta para Bridgeport dona Sam nem que seja a força, portando nada de desculpas. Agora me diz... O que vamos fazer mesmo hoje? Meu tempo aqui é curto, acabei de chegar de Monte Vista e estou cansada, porém eu espero que tenha algo decente para fazer nesse fim de mundo a não ser atropelar cavalos, quero aproveitar o momento com as minhas amigas. Algo como sair para beber... Vende bebidas na cidade, não vende? – Provoquei – Mas não se preocupe com isso, se não vende eu trouxe meu próprio estoque para bebermos aqui mesmo na sua casa se for necessário e talvez até seja mais seguro. 

domingo, 3 de março de 2013

Monte Vista - Parte Final


Finalmente chegou o dia de ler o testamento, não era nada demais e fui sozinha, o Miguel preferiu ficar em casa e deixar isso por minha conta por tratar de assunto de família, mas lembrou de que dessa vez nada de qualquer tipo de demonstrações de afeto com o Patrizio. Não achei ruim já que aproveitaria para dar um tchau para a Bianca. Ele ligou pela manhã para lembrar – Na casa da mamãe, já pedi a um taxi para te pegar e a porta estará destrancada, você é de casa, não precisa bater. – Não parecia que ainda era de tarde já que a chuva resolveu dar o ar da sua graça e o tempo escureceu.
Entrei e havia um homem na sala e apressou ao vir ao meu encontro.
- Sra. Andrea Montez, prazer, eu sou Pepe Moretti o advogado da família é um prazer conhecê-la.
- Muito prazer Sr Moretti, meu primo ainda não chegou?
- O Patrizio acabou de subir para pegar alguns papéis que guardou no cofre, logo estará de volta.



- Então Pepe meu amigo eu vejo que já conheceu minha adorável prima. Agora acredita que não é apenas coincidência de sobrenomes, certo? – Ouvi a voz do meu primo e ele estava descendo a escada
- Nunca iria imaginar que uma coisa feia como você poderia ser primo da famosa Andrea Montez.
Logo Patrizio estava a minha frente segurando minha mão.  – Não imagina como estou feliz em te rever Andrea e se me permite te dizer, ainda está mais linda hoje.
- Patrizio seu bobo. Estou igualzinha a ultima vez que nos vimos em sua casa
- Bem vamos ao que interessa, por favor, sente-se.



- Eu prometo ser breve – Pepe iniciou a conversa. Não precisa ser nada tão formal apenas colocarei aqui a vontade da Sra. Isabella. Conforme me foi passado a casa e outros bens já eram herança dos seus avós paternos e pela vontade da mesma ela queria repassar para a sua sobrinha a parte da sua mãe que lhe é de direito. A vontade dela é que a Senhora Montez fique com essa casa e com tudo que há nela. E o Patrizio com a que mora, o restante será vendido e dividido entre os dois.
- Eu agradeço, mas não acho justo... O Patrizio cresceu aqui e acho que ele tem mais direito aqui do que eu.



- Ih Patrizio acho que ela já ouviu por ai a história que contam sobre o Sr. Valentine
- Que história? – Eu não sabia de história alguma e agora eu gostaria de saber do que se tratava.
- O Patrizio pode lhe contar melhor, mas falam pela cidade que o espírito do Sr Valentine ainda perambula por essa casa e muitas pessoas dizem que já o viram quando olharam para a janela do segundo andar desta casa. Embora eu não acredite em uma palavra disso.
- É tudo um monte de bobagem, mas graças a isso Bianca se recusa a por os pés aqui. – Patrizio se manifestou.



- De qualquer forma e verdade ou não acredito que o Patrizio tenha mais direito a essa casa. A infância e adolescência dele também faz parte da história daqui. Ele pode ficar com tudo aqui, inclusive com o Gasparzinho. Meus filhos são todos pequenos e não gosto de arriscar colocando em uma casa lotada de escadas. Eu posso passar isso pra ele? 
- Podem negociar entre vocês e se chegarem a um acordo justo nós colocaremos em papel e tudo estará acabado.  – Assim ficou decidido e antes de partir desejei de todo coração de que um dia eles fossem me visitar em Bridgeport e se hospedassem na minha casa, ficaria muito feliz com isso. Agora nada mais me prendia a Monte Vista e logo estaria de volta na minha casa.