segunda-feira, 30 de maio de 2011

Acidente

O pesadelo acabou me trazendo pelo menos um benefício. –Sem duvida alguma a reconciliação foi a parte boa de tudo. É claro que depois de ficar claro que eu nunca mais faria tal coisa, pelo menos não em lugares públicos. 


Dormi demais e acabei sendo acordada com um barulho imenso que ecoou por toda cidade e eu ainda me lembrava do pesadelo e isso me assustou. – Parecia que um temporal estava se formando. O Miguel já não estava mais, pelo horário ele já havia saído a algum tempo. 


Ainda estava com uma sensação estranha, não sabia se era pelo pesadelo ou por ter acordado com o barulho, mas alguma coisa parecia tão errada. – Estava começando a arrumar meu cabelo para ir pro trabalho quando levei outro susto, dessa vez pelo telefone tocando.


- Andréa é o Donato. É que o Miguel foi atender um chamado e após ele salvar a ultima vitima aconteceu uma explosão e ele acabou se machucando. Não sabemos ao certo a gravidade dos ferimentos então eu estou te ligando. Ele foi levado ao hospital. – Não sei se ele falava rápido demais ou eu estava chocada com a notícia – A imagem do pesadelo se refez na minha cabeça.


quinta-feira, 26 de maio de 2011

Pesadelo


Passei direto para tomar um banho e voltei com a intenção obvia de acabar logo com aquele clima.  – Ele me olhou com o canto dos olhos e voltou a folhear um livro sem um pingo de vontade, só pra não me encarar e por fim falou. – Vamos dormir Deh, já esta quase amanhecendo. – Quando ele não quer conversar nem adianta tentar argumentar. 


Fazer o que? Deitei-me ao seu lado esperando, mas ele não se virou para que o abraçasse. – Fiquei ali fingindo dormir e de vez em quando fazia minha mão deslizar sobre seu peito contornando seus músculos em baixo do edredom e sentia quando ele se esforçava para se controlar até que o cansaço me venceu e eu dormi. 


O que esta acontecendo? - De onde vem todo esse fogo? - As lágrimas desciam pelo meu rosto enquanto tentava entender o que estava acontecendo. - Por ultimo escutei uma explosão.


E agora? o que eu estou fazendo em um cemitério? - Não faz sentindo... - Ainda chorando, mas por quê? - Foi ai que eu vi uma lápide na minha frente, não precisava ver o nome ali gravado. eu sabia de quem era - Miguel, não me deixe, dizia entre soluços e então eu gritei... Nãããããoooooo!!!


Acordei com meu próprio grito e acabei acordando o Miguel também.
- O que foi? Você esta bem?
- Sim eu estou... Foi só um... pesadelo... – Ele me abraçou tentando me confortar – Foi só um sonho ruim... Eu fiquei repetindo isso mentalmente quanto lutava para apagar a imagem da minha cabeça.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Se já estava ruim...

Quando voltamos pra casa o clima já estava ruim, ele mal falou comigo e eu esperava chegar em casa pra tentar resolver aquilo, quando nos deparamos com uma cena extremamente incomum.


Dona Suh parecia muito à vontade se agarrando no sofá com um homem cujo cabelo azul já me era familiar. Estava “tão atenta” a sua volta que nem ao menos escutou o portão da garagem se abrir e entrarmos com o carro, só percebeu nossa presença quando passamos por ela.


O Miguel fingiu não ver, passou direto pro bar e eu fui atrás. – Desde quando você bebe tanto amor?

- Não bebo tanto eu só estou um pouco tenso, não sabia que a minha mulher tinha o hábito de ficar dançando em cima dos balcões se exibindo para os homens. – Mesmo que eu tenha achado exagero da parte dele eu resolvi ficar quieta.


O que eu não imaginava é que o Antony fosse se intrometer.
- De novo Andréa? Ainda bem que seu marido estava lá dessa vez pra te trazer pra casa. – Pronto agora estava tudo arruinado mesmo, mas ele não era tão lerdo assim pra perceber que falou demais, olhou com uma cara de desculpas. 


Acho q a Suh leu meus pensamentos de estrangulá-lo ali mesmo e foi mais rápida.

- Melhor você ir Tony, nós não percebemos a hora passar, já esta quase amanhecendo e eu vou arrumar minhas malas, vou mudar para o meu apartamento ainda essa manhã. – Eu fiquei observando eles se afastarem ao mesmo tempo em que o Miguel se dirigiu ao nosso quarto.