quarta-feira, 27 de abril de 2011

Motivo pra piada

Antes que o Jack me achasse uma louca completa eu fui me desculpar quando ele estava de saída.
- Tudo bem por mim Andrea, só espero que seu marido não resolva me bater se ele me encontrar por ai. Mulheres me agarrando sempre acontece, mas foi a primeira vez em que uma mulher casada faz na frente do marido. – Que maravilha, ele deveria estar realmente me achando uma doida...


E eu inocente esperando que a Sam e a Lana fossem embora em seguida. Ficaram ali plantadas me esperando. - A Sam foi a primeira me chamando de louca e tudo mais que eu realmente deveria merecer ouvir, a Lana só observou por um tempo. – Agora eu seria o motivo de piada das minhas amigas.


- Eu só acho que ela bateu a cabeça lá em Sunset Valley durante a crise infantil dela, essa não é a Andréa que conhecemos. - A Sam falava com a Lana como se eu não existisse. - Adoro mesmo quando elas fazem isso.


E eu realmente preferia quando a Sam reclamava ouvir a Lana concordando comigo era preocupante.
- Deixa ela Sam, nem o marido dela se importou, e se ela quiser atacar o Jack novamente eu venho pessoalmente consolar o Miguel. – Ela fez “aquele” olhar para ele quando ele se aproximou. – Ela sabe que eu não gosto quando ela faz isso e eu sei que é só pra irritar.


 - Ei, e se o Jack retribuísse o meu beijo? – Falei tentando provocar.  – Ele sorriu e fechou a mão como parte da resposta.
- Só iria socar a cara dele, mas não tente testar meu autocontrole novamente, ou não respondo por mim. – Nesse instante o sorriso sumiu dos seus lábios.

sábado, 23 de abril de 2011

Olho por olho...

Não sei o que deu na minha cabeça em ouvir o que a louca da Lana fala. – Uma festa, convidar o Jack Miller*... Por que não? 



Quase surtei quando ele apareceu, mesmo tendo confirmado presença eu acreditava mesmo que ele iria inventar uma desculpa qualquer e que desistiria a qualquer momento. 


Então eu resolvi provocar o Miguel. – Vou fazer você passar a raiva que eu passei naquele dia, ai estaremos quites.
- O que você esta pensando em fazer? – Ele perguntou incrédulo.



Eu fui de encontro ao Jack e o beijei – Está bem, não foi um beijo daqueles que eu queria ter dado quando era mais jovem, mas pelo menos eu não morreria sem realizar esse sonho. – Não sei exatamente o que minhas amigas pensaram naquele momento, apenas senti os olhares delas em mim. Mas foi decepcionante... Não foi como eu sempre sonhei durante minha adolescência e o Miguel não ligou à mínima.


- Eu sei que você é uma excelente atriz Deh, mas em seus filmes você já interpretou muito melhor que isso. - Me deixe ensinar você como se faz. E ali durante aquele beijo na frente dos nossos convidados só confirmei o que eu já sabia, ele é o homem que eu amo, mais que a minha vida.



*Jack Miller, personagem da história "Quem é Essa Garota?" de pmattos. Para saber mais clique aqui

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A casa dos sonhos

A pequena Alice por incrível que pareça resolveu colaborar, ela devia sentir que precisávamos de um tempo a sós. – Claro que não podíamos nos dar ao luxo de horas e horas na cama, mas aproveitamos cada segundo.


Ele passou dias acertando os últimos detalhes da casa com a arquiteta.
- Essa Carmita Sicrani é mesmo uma das melhores arquitetas de Bridgeport, o James tinha razão, ela não deixou passar nenhum detalhe, fez tudo como eu queria.  – Vem Deh, olha as fotos que ela nos enviou por e-mail. – Ele me chamou muito empolgado.


Concentrei-me observando cada detalhe, estava tudo mesmo incrível. Espero que ele não encontre nenhum defeito nessa. - Vai que ele ache que é perigo demais a Alice encontrar uma joaninha no quintal ou que a grama é verde demais para os olhos da Alice e resolva morar dentro de uma bolha acrílica, impermeável e esterilizada. - É sério, ele esta ficando quase paranóico.

Dentro do prazo estipulado lá estávamos de mudança. De novo... Como diz minha amiga Sam eu já me sinto quase uma cigana sem endereço certo pra morar. - Uma casa verde e linda, com um lindo jardim e uma área de lazer super convidativa para convidarmos os nossos amigos para uma reunião informal. – Dessa vez eu senti que o Miguel realmente acertou.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

De volta pra casa

Na manhã seguinte eu já estava de volta. –Não sabia o que fazer ou falar, foi a primeira vez que tive um desentendimento mais sério com o Miguel. – Eu posso não te feito a coisa certa levando a Alice sem avisar, mas tive os meus motivos.


Disparei para o quarto dela, já estava morrendo de saudades da minha filha.
- Veja só Alice, a mamãe resolveu voltar pra casa. – Não tinha visto o Miguel no quarto, pensei que estivesse saído cedo novamente, o serviço dele ultimamente parecia tão interessante.


Dei um beijinho nela, depois a coloquei de volta no berço. – Não queria conversar? – Então, estou aqui. – Pode parar um pouco o que esta fazendo pra conversarmos?
- Já estou terminando, estou procurando uma casa pra comprar. – Agora sim eu senti um gelo no meu estômago. Podia jurar que nesse momento senti o chão se abrir embaixo de mim e eu iria cair a qualquer momento.


- Como é? – Não sei como ele conseguiu ouvir, porque minha voz era quase inaudível. – Vai se mudar? – Ele se levantou ao perceber meus olhos já lacrimejando.
- Sim, nós vamos. – A não ser que queira ficar nessa casa – Mas vamos falar sobre isso depois, já estou atrasado.


 Como eu sabia que ele voltaria pra dar um beijo na Alice eu fiquei esperando ali mesmo, e quando ele voltou já estava determinada a acabar com aquilo e não iria adiar nem mais um minuto.
- O chefe dos bombeiros não pode tirar uma folga hoje?

- Eu posso fazer isso se você quiser, mas se você não fizesse todo aquele drama e me esperado naquele mesmo dia já estaria tudo resolvido e explicado. A Yunes foi transferida, aquele beijo não significou absolutamente nada pra mim e eu amo a mulher mais ciumenta de Bridgeport. – Ele falava enquanto dava aquele sorriso lindo e fazia um carinho suave no meu rosto que já estava me deixando louca.

sábado, 16 de abril de 2011

Adeus Sunset Valley

- Foi o Miguel. – Ele veio aqui e a levou  – É claro que meu inconsciente já sabia da resposta, ele não ficaria me esperando voltar ainda mais que eu trouxe Alice comigo.
- Mencionou sobre você não atender suas ligações e tinha que deixar de ser criança e que precisavam conversar. – Desculpa amiga, mas ele tem razão. 


- Perguntou onde você estava, disse que havia saido. – Claro que ele sabia que eu estaria ali, É sempre na casa da minha amiga que eu vou quando estou precisando de um pouco paz ou simplesmente pensar um pouco.


- Ele entrou e foi correndo pega-la. Ele ficou tão feliz em reencontrar a filha. – Foi maldade sua ter tirado ela de perto dele sem avisar Deh.


-Disse que só veio buscar a filha e não iria ficar. – Eu que não iria me intrometer nisso – Ela disse como estivesse se desculpando. – E você precisava ver, ele estava com a aparência cansada barba por fazer – Disse que quando quiser conversar e ver a Alice você sabe onde encontrá-los. – Já estava decidido mesmo, hora de voltar pra casa.




quinta-feira, 14 de abril de 2011

Arrependida

E antes do almoço lá estava todo o motivo da mudança da minha amiga. – Dr. Derick Campos  – Aquele clima todo me deixava meio depressiva, já estava sentindo uma falta enorme do Miguel, acho que nunca senti tanto sua falta.


Com a desculpa de levar a Alice para passear pela cidade eu os deixei a sós. – Estava feliz por minha amiga finalmente ter encontrado alguém que a fizesse feliz como ela merecia. – Levei minha pequena para conhecer o Parque Central.


Quando voltei tomei um delicioso banho e a Valéria me proibiu de levar Alice comigo. – Você precisa pensar e eu quero passar mais um tempo com ela. – Pode deixar, eu sei cuidar de um bebê. – Enquanto andava, não resisti ao cheiro e parei para comer... e pensar... – Isso não estava dando certo, eu precisava voltar pra casa e conversar com o Miguel


Só que quando me levantei tinha pessoas me esperando para pedir autógrafos. – Não podia simplesmente ignorá-las embora eu não estivesse com vontade alguma.


E quando finalmente consegui voltar eu encontrei uma amiga muito nervosa. – Será que tinha acontecido algo com Alice? - Esse foi meu primeiro pensamento. – O que houve?