quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Brincando com Fogo - Final

Após o final das gravações na ilha estava oficialmente morando junto com o Chris e por muitas vezes fomos flagrados trocando carinhos e demonstrações de amor. Não era nada escondido então com o passar dos dias foi perdendo a graça para esses paparazzi e aos poucos foram nos deixando em paz. Cada dia ele faz questão de demonstrar seu amor seja cozinhando para mim, falando sem parar o quanto me ama e o quanto sou especial.



Decidimos que Bridgeport não era o melhor lugar para ficarmos, queríamos recomeçar em um lugar novo e ainda desconhecido, talvez um pouco em cada lugar, não sabíamos ao certo, iríamos apenas passear de cidade em cidade até acharmos esse lugar especial. Antes de sair dali primeiro ele planejou uma surpresa para mim e para provar que havia mesmo mudado e que eu não era “apenas mais uma na sua lista” como eu sempre falava para ele reuniu alguns de nossos amigos para até onde eu sabia que seria uma despedida de Bridge e me pediu em casamento. Sim, fiquei surpresa, mas fiquei na verdade foi extremamente feliz.



Antes de sair da cidade o Miguel veio para Bridge com as crianças e pude leva-las para dormir na casa do Chris que já tem um lugar só para eles. Durante a tarde fomos passear na Esplanada das Borboletas que estava incrivelmente florida e cheia de novos habitantes, alguns até estranhos. A Alice ainda não estava muito a vontade, mas aos poucos ela ia se entendendo com o Chris. Heitor muito fofo, meu príncipe, estava cada dia mais lindo e esperto ficava perseguindo os bichinhos no chão.



Antes de voltarmos pra casa enquanto conversávamos a Alice me surpreendeu ao dizer. “– amanhã à noite vamos com o papai e uma amiga dele jantar na casa do vovô – ele diz que é amiga, mas não sei não...” – Então o Miguel tinha voltado às pazes com o seu pai e iria jantar lá com uma “amiga”? O problema do velho deveria ser eu mesmo. Sorte pra eles o velho gostar dela, pra mim o importante é que ela, seja lá quem for, trate meus filhos bem.



Entre as coisas mais improváveis de se acontecer a mais improvável de todas foi o casamento da Lana. Pois é, o bruxo conseguiu aquietar minha amiga, Agora passa a assinar Sra. Lana Owen, e que venham os seus bruxinhos remelentos *o*



Domingo também seria nossa última noite em Bridgeport as malas estavam arrumadas, nesse dia eu estava me sentindo exausta, sim essa era a palavra certa, um cansaço incomum, como se tivesse me esforçado mais do que o normal, o que não era o caso. Acordei no meio da noite e fui correndo para o banheiro, escoltada pelo Chris que deve ter acordado quando me levantei. Meu estômago não parava de revirar e um mal estar que me lembrou de algo que já havia passado por duas vezes... Mas não poderia ser e aposto que nunca havia passado isso pela cabeça dele. Pensei comigo mesma e me acalmei “Deixa de ser boba, sem chance de ser isso”.
- Hey, o que foi gatinha? – Ele perguntou preocupado enquanto eu esperava para ver se meu estômago parava de revirar.
- Nada Chris, não foi nada, devo ter comido algo que não me fez bem, só isso, vamos voltar para a cama.

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Aos meus amigos que me acompanharam até aqui só tenho muito que agradecer. Obrigada a minha best Lana, que me incentivou desde o começo, a Mita por ter tido paciência comigo e me socorreu construindo a minha casa de Bridgeport, A Sam agradeço por nos abandonar (cachorra) e aos meus leitores anônimos, obrigada pela companhia. Aqui chega o fim deste blog, mas novidades estão por vir... <3



sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Brincando com Fogo - Consequências

No dia seguinte veio a pior parte. Enquanto arrumava minhas malas ficava pensando como ir embora e deixar meus filhos para trás? Que tipo de mãe desnaturada eu sou? Se não fosse pelos argumentos do Miguel eu brigaria até não haver mais forças para ficar com eles, mas para inicio de conversa vinha a Alice que estava no final do semestre já nas provas finais e se não bastasse à separação uma suposta mudança de escola afetaria ainda mais para que fosse reprovada. Quanto ao Heitor ele me fez ponderar. No momento estava perdida sem saber direito o que fazer da minha vida como faria para cuidar de uma criança ainda tão dependente dos pais? Ali ele estava seguro em casa e com um pai extremamente cuidadoso e protetor.



Fui ao quarto do Heitor já com o coração apertado peguei meu filho e enchi-o de beijos, abraços e carinhos, olhei bem para seu rosto para que ele não se esquecesse de mim até que eu voltasse para visitá-lo (isso ainda tinha que combinar com o Miguel) e o pior foi a Alice, que já é maior e entende um pouco mais das coisas.
- Não, eu não quero seu abraço e não quero saber de você, está nos abandonando por outra pessoa, que seja quem for eu odeio! Odeio!
- Amor, quando crescer mais um pouco vai entender – tentei argumentar, mas ela não queria conversa – Eu não vou querer ficar com você nunca! – Ela continuava esbravejando – Me senti a pior das criaturas sai de lá sem ao menos ganhar um abraço dela e o Miguel sequer olhava para mim, não abriu a boca também para repreender a filha, talvez estivesse achando o mesmo.



Uma única pessoa conseguiu magoar três ao mesmo tempo, meu recorde pessoal e espero que nunca consiga ultrapassar essa marca. – Dirigi algumas horas até chegar ao anoitecer em Bridgeport, minha intenção inicial era ir para a minha casa, mas estava me sentindo tão mal que talvez a solidão em uma casa cheia de tantas boas recordações não fosse uma boa companhia para alguém que já estava suficientemente arrasada.  De última hora resolvi procurar o Chris, ainda não havia conversado com ele desde madrugada. Será que estava em casa? Será que estava “sozinho”? O medo tomou conta de mim, na verdade estava apavorada. Mesmo assim encostei meu carro e fiquei ali parada, não demorou até que aparecesse sem camisa totalmente à vontade.
- Deka? É mesmo você? – Ele ficou feliz ao me ver parada encostada no meu carro




Ele notou pela minha aparência que algo estava acontecendo e ainda mais parada de frente a sua casa no inicio da noite. Ele provavelmente estava imaginando que eu havia tomado alguma decisão.
- Hey, o que houve gatinha? Por que essa carinha de choro? – Ele me abraçou e senti algo realmente acolhedor
- Eu abandonei tudo Chris... Senti novamente as lágrimas rolando pelo meu rosto, o medo de ter feito a maior burrada da minha vida era enorme.
- Vem, acho melhor você entrar...
Ele me guiou pela sua casa e fomos até a sala onde me colocou sentada bem ao seu lado no sofá.



- Olha, não fica assim, tudo que te prometi está de pé, ok? Não vou mentir dizendo que sinto muito, porque não sinto, estou tão feliz que tenha resolvido me dar uma chance. Vem aqui – Ele me puxou para o seu colo e ficou me olhando por um tempo como se não estivesse acreditando, de verdade nem eu estava. A única coisa que eu sabia era que eu estava meio desorientada sobre tudo. Estava com uma mistura imensa de sentimentos dentro de mim.



Poucos segundos depois o sentimento mais dolorido prevaleceu e me lembrar das palavras da minha filha me cortava por dentro, eu abandonei uma filha de quase oito anos e um lindo menininho de quatro anos para viver um romance que nem estava certa se iria pra frente, parecia loucura.
- A Alice me odeia Chris – apoiei minha cabeça em seu ombro e comecei a chorar novamente.
- Claro que ela não te odeia, ela só esta com raiva... Vamos ter que ser pacientes com ela e mostrar que foi melhor assim... – ele estava fazendo de tudo para que me sentisse melhor.
- Então espero que isso passe rápido.




Eu já estava me sentindo um pouco melhor depois de um tempo e achava que o certo era ficar na minha casa sozinha para colocar minhas ideias no lugar, mas o Chris não deixou. Ele achava sim que eu precisava de um descanso, porém não sozinha.
- Prefiro que fique aqui comigo, vou fazer algo para comer.
- Não precisa, não estou com fome – mesmo passando o dia praticamente sem comer eu não sentia fome.
-Então vamos subir para você descansar. – Ah bem, como dizer que eu não estava pronta para isso? Não com minha cabeça a mil como estava.
- Hey gatinha, relaxa... – Prometo me comportar – Deitei na cama do jeito que estava e ele apenas me abraçou por trás. Fechei os olhos esperando que o sono viesse enquanto ele tentava me acalmar. Acordei no dia seguinte com a claridade entrando pela janela e me sentia um pouco melhor.