Para piorar as coisas não encontrava mais a Lana no estúdio, parece que estou vivendo o meu inferno astral. - Não conseguia mais me concentrar no trabalho e claro que depois de ter que repetir a mesma cena algumas dúzias de vezes durante o ensaio eu consegui ser dispensada.
Nada da Lana atender o celular, isso quando não caia direto na caixa postal. - O máximo que eu consegui foi falar com a Sam . - Ah... Deh... Desculpa, não posso falar agora. - Ela praticamente desligou na minha cara. - Comecei a andar sem rumo pela cidade novamente, estava quase virando uma rotina.
E quando estava perto do Aquário eu vi o Miguel novamente junto com a Lana entrando em um prédio. - Senti uma vontade imensa de correr atrás deles, queria alcançá-los e mesmo que em uma desvantagem imensa socar com toda minha força a cara do Miguel.
Mas o meu corpo reagiu completamente ao contrário do que desejava, senti minhas pernas fraquejarem e alguma coisa começou a embolar no meu estômago. As lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto e antes que desabasse no chão consegui acenar para um táxi que passava.
- Travessa Brommer, 56, por favor. - Mal conseguia falar entre soluços.
Só podia ser um pesadelo tudo aquilo, peguei meu telefone e liguei para o Miguel, já passava da hora dele ter voltado, queria ver até onde ia todo aquele fingimento. O telefone tocou quatro vezes antes que ele atendesse – Onde você esta? – Minha ira já tinha tomado conta da minha voz.
- Amor, desculpa... Esqueci de avisar que iria para um bar com os amigos depois do serviço. – Não havia mais nada a ser dito, desliguei o telefone na cara dele.
Uma imagem se formou na minha cabeça e a vontade de voltar lá e desmascarar os dois era imensa, mas a raiva era muito grande, o enjôo aumentou e se recusava a passar, uma vertigem e o máximo que consegui foi chegar até a cama...





